Por: Leonardo Phelipe
A convocação oficial do Carlo Ancelotti trouxe respostas, polêmicas e a certeza de que o futuro do Brasil já começou. Entre os atacantes escolhidos para buscar o Hexa na América do Norte, o nome de Endrick brilha com uma luz própria.
Depois de um período de puro aprendizado no Real Madrid, o garoto de 19 anos tomou uma decisão madura no início de 2026 e foi para o Lyon por empréstimo para ganhar minutos, ritmo e a casca necessária que o futebol europeu exige. Deu muito certo. Com o fim da temporada francesa, onde jogou com regularidade, o treinador não teve dúvidas e colocou o camisa 9 no avião rumo ao Mundial.
Mas o que o Endrick realmente entrega para essa Seleção? Vamos olhar para a bola que ele joga e para o histórico impecável que ele já construiu com a Amarelinha.
O Cartão de Visitas — Todos os Gols Pela Seleção Principal
Apesar da pouca idade, Endrick já provou que não sente o peso da camisa e tem uma estrela gigante brilhando na testa. Ele soma 15 jogos e 3 gols com a Seleção Principal, e cada um deles foi histórico:
- Brasil 1 x 0 Inglaterra (Março/2024 — Wembley): O primeiro gol foi logo no templo do futebol mundial. Entrou no segundo tempo e empurrou para a rede, quebrando o jejum do Brasil no estádio mítico e se tornando o mais jovem a pontuar ali por seleções.
- Brasil 3 x 3 Espanha (Março/2024 — Santiago Bernabéu): Jogando na que viria a ser sua casa na Espanha, precisou de poucos minutos em campo para acertar um belíssimo chute de esquerda e empatar o clássico contra os espanhóis.
- Brasil 3 x 2 México (Junho/2024 — Amistoso nos EUA): Nos acréscimos de um jogo truncado e difícil, apareceu como um autêntico centroavante para cabecear no canto e dar a vitória ao Brasil, mostrando que o faro de gol independe do tamanho dos rivais.
Nota de destaque: Recentemente, no amistoso de março contra a Croácia, ele jogou apenas 21 minutos, mas sofreu o pênalti que gerou um gol e ainda deu uma assistência perfeita para o Martinelli fechar o placar. O moleque precisa de pouquíssimo tempo para mudar o destino de um jogo.
E se Ele For o Titular? As Qualidades de um Camisa 9 Moderno
Se Ancelotti optar por começar com Endrick no comando do ataque, a Seleção ganha características raras. Ele não é o centroavante estático, o velho "homem de área".
- Poder de Explosão e Arrancada: O arranque curto do Endrick é um absurdo. Em dois ou três passos, ele deixa o zagueiro para trás. Isso abre um leque gigante para contra-ataques mortais ao lado de Vini Jr.
- Finalização de Elite: Ele chuta muito forte e com as duas pernas. Não precisa de muito espaço para armar o chute; se a marcação der um centímetro, ele bate no gol.
- Intensidade sem a Bola: Ele morde a saída de bola dos caras o tempo todo. Ter o Endrick pressionando os zagueiros adversários faz o bloco do Brasil jogar lá no alto, sufocando o rival.
E se Ele Ficar no Banco? O Perfeito Fator X
Caso Igor Thiago ou Matheus Cunha comecem jogando e o Endrick mude o jogo vindo do banco, o Brasil ganha um trunfo psicológico e físico imensurável.
Entrar no segundo tempo contra defesas europeias já desgastadas fisicamente é o cenário perfeito para ele. Endrick tem uma fome de bola contagiante. Ele entra pilhado, incendeia o time, arrasta marcação e tem aquela inteligência tática para criar espaços. Como vimos contra a Croácia e nos seus primeiros gols pela Seleção, ele tem facilidade imensa de participar diretamente de gols em tiros curtos de 20 ou 30 minutos.
A Verdade sobre Endrick
Endrick não vai para a Copa para passear ou apenas para ganhar experiência. A temporada no Lyon deu a ele a minutagem que faltava e o transformou em um jogador pronto. Seja começando entre os 11 ou sendo a arma secreta do segundo tempo, o garoto tem o cheiro do gol e a personalidade dos grandes predadores da área. A Amarelinha está muito bem servida.
